sábado, 22 de outubro de 2011

Áries, com ascendente em gêmeos. Verdades.

No começo eu estava ridiculamente apaixonada. Patética e irreversivelmente apaixonada. Ele prometia ser tudo que qualquer garota de 19 anos gostaria de ter. Sensível, carinhoso, fiel, simpático, bonito, com aqueles olhos azuis, aqueles cabelos cacheados, transpirava bondade, inocência, além de ser particularmente inteligente, daquele tipo de inteligência que não se encontra em qualquer lugar. E tinha ME escolhido. A mim, vai entender. Uma pessoa tão cheia de defeitos, apesar de saber das suas qualidades. O coração dele era meu. Eu achava que ainda tinha muito o que curtir, início de faculdade e, além disso, toda vez que ele vinha me beijar eu fugia. Fugia porque aquela fantasia, aquela paixão toda, podia simplesmente ir pro ralo caso a gente se beijasse e fosse ruim. Era muita expectativa, de ambas as partes, e eu não queria, não podia abrir mão de tudo aquilo transformando em realidade. Porque a verdade, eu achava, destruía as fantasias, os contos de fadas, e era aquilo que eu estava vivendo.

Então um dia eu simplesmente não pude mais fugir. Eu mesma tomei a iniciativa, o beijei, enfrentando o medo, e foi perfeito. Engraçado como essa palavra começou a pesar mais e mais ao longo dos quase 5 anos que se seguiram. Me perseguia, me acusava, me detestava. Mas isso fica pra frente. O que aconteceu de verdade foi que depois deste primeiro beijo tudo andou muito rápido. Em pouco tempo, estávamos namorando. Felizes. Nossas conversas nunca tiveram fim, conseguíamos ficar falando por horas, trocando assuntos, idéias, nos conhecendo.